POEMA – [Poema sem título]

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[Poema sem Título]

(Anônimo)

Por muito tempo não compreendi a profundidade de falar em versos
Versos brancos e livres, em especial:
Prosa distorcida, nada mais;

Com o devido amadurecimento,
Vi poder em versificação
Enfáticas quebras de linha, acertar tempo e termo,
Dobrar a língua ao bel prazer,
Subverter – não só, libertar-se.

De ombros de gigantes surgiu uma paixão
E desta um caminho para expressar as demais
De prosaico, já basta a rotina,
Que em versos corram as dores, os amores,
As reflexões e os devaneios;

A intimidade do eu se encontra entre estrofes;

Hoje faz falta, despir-me em letras;
Pés presos demais ao chão,
Claustrofóbico entorno;
Perdem-se sentimentos únicos,
Passíveis de simulação, mas nunca revistados:
Falta o tempo e o conforto para tornar escrita um turbilhão;
Quando as estrelas permitem, porém,
Sublime é extravasar;

Bardo pelas encruzilhadas do destino,
Meu poema favorito é o próximo

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