POEMA – O Baile

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O BAILE

(por Anônimo)

Meu amor
Nossos corpos dançam
Mas as almas se ausentaram
Em despeito à partitura

O Amor, coisa em si
Bailando a sós, em escala menor melódica
Não preenche o vazio do salão

Não desfaz a ausência
De um Ser n’Outro

Meu querido
O doce desses lábios voluptuosos
Que em ardência se tocam
E se confundem em rubra comunhão orgânica

O translúcido ensejar
Fecundado pelas promessas e esboços
Que idealizam um porvir quimérico
E terno e lírico

Não orquestram
Com maestria e faculdade
A dissolução da ausência de nós
Em Nós

Portanto, meu amor
Tomo para uma dança a falta
E, finda a música e o tinir dos saltos
E o bailar das cortinas
E o oscilar do maestro inebriado

Em vestes gravadas
Pela peremptoriedade,
Por completo me ausento
Do salão.

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