Poema – Noctívago despertar

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Noctívago despertar

(anônimo)

Absteve-se de escorrer
Não firmou-se chaga insuportável.
Mas sopitou, latente
Sem permitir intervalo de suspiro.

Gritou em silêncio
Um grito mudo, surdo, oco
Que recordava, ininterrupto, sua existência
E bradava a permanência
Pífia e repugnada
Do devir inesperado.
Dissolveu com impassível serenidade
A solidez do consagrado
E da cômoda acinesia.
Inundou labirintos impermeáveis
Com morna água: geriu balneário.
E desfez a genuinidade
Do estar a sós dantes institucionalizado.
Fecundou fantasmas
Que, em repouso e vigília em berço pétreo
Devoraram-se a si mesmos.
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