POEMA – MOSAICO DRUMMONDIANO

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Mosaico Drummondiano

(Anônimo)

O amor bate na aorta
E o sentimento do mundo
Que salta do meu coração
Não pesa mais que a mão de uma criança
(A mão infinita
A mão-de-olhos-azuis de Cândido Portinari)

Daqui estou vendo o amor
Cravado no centro da estrela invisível
Tem mil faces secretas sob a face neutra.

Amor tão disparatado
Desbaratado é que é
(de fogo embriagador, que lavra súbito)…
Não cabe no infinito:
Faísca na medula
Penetra surdamente no reino das palavras
com teu poder de palavra
e teu poder de silêncio

O amor bate na porta.

Trouxeste a chave?

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