[POEMA] – Constelações

espaco-cultura
Constelações

 (por G.M.G.)

Estrelas na janela
Iluminam-me a vastidão enegrecida
Do Universo que me rodeia

Inclino-me sobre o parapeito
E elas como que me dizem
“Eis aqui um segredo:
Confia-te na tua existência
Que ela não te falharás”

Essa existência que se reside no inexistir
Ser é vital
Não-ser, necessidade

E entre sinfonias não tocadas
Livros não lidos
Beijos não dados
Persistimos
Entre duas notas, existimos

Estrelas na janela
Iluminam-me a vastidão enegrecida
De um Universo que já foi meu

 

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