Arquivo da categoria: Poema

POEMA – MOSAICO DRUMMONDIANO

Cultura - Nosso nome do meio_banner

Mosaico Drummondiano

(Anônimo)

O amor bate na aorta
E o sentimento do mundo
Que salta do meu coração
Não pesa mais que a mão de uma criança
(A mão infinita
A mão-de-olhos-azuis de Cândido Portinari)

Daqui estou vendo o amor
Cravado no centro da estrela invisível
Tem mil faces secretas sob a face neutra.

Amor tão disparatado
Desbaratado é que é
(de fogo embriagador, que lavra súbito)…
Não cabe no infinito:
Faísca na medula
Penetra surdamente no reino das palavras
com teu poder de palavra
e teu poder de silêncio

O amor bate na porta.

Trouxeste a chave?

Anúncios

POEMA – O Amor Bate na Aorta?

Cultura - Nosso nome do meio_banner

(anônimo)

O Amor Bate na Aorta?

O amor bate na aorta?
O amor bate na boca
Soca os lábios e arranca os dentes
O sangue que escorre da gengiva
Tem gosto amargo

Essa ferida às vezes não sara nunca?
Sara amanhã, com certeza
Pra ele te dar outra porrada
Porque, se é passageiro, é crush
(Crush, aliás, também quer dizer destruir)
O amor é doença crônica

Concordo, Carlos, que amor é bicho instruído
Malandro, safado, esperto
Sabe como reconquistar facinho facinho
Tem lábia, tem charme
Como todo cafajeste

Sabe, Carlos, esse seu jeito de falar do amor
Só pode ser de quem ta enamorado